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Software para Perito Judicial: Como Escolher em 2026

Sete perguntas que separam um sistema pericial de uma agenda genérica, o que testar em cada uma e quais alternativas olhar antes de assinar.

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Equipe Radar Perito
Revisão técnica: Cristiano Magrini, perito judicial há mais de 20 anos, especialista em computação forense
Atualizado em 2026-09-08
Revisão Técnica

Este texto é publicado por quem vende um dos produtos comparados. Dito isso de saída, o que vem abaixo são os critérios de avaliação e as perguntas exatas para fazer a qualquer fornecedor — inclusive as que o Radar Perito não responde tão bem quanto os concorrentes.

Se você usar este texto para escolher outra ferramenta, ele cumpriu a função.

Antes dos critérios: o problema é volume

Planilha funciona. Funciona bem até uns quinze ou vinte processos ativos, dependendo de quantos tribunais você acumula.

O que quebra não é o número de linhas. É o número de calendários forenses diferentes, de fontes de publicação para conferir e de fases financeiras simultâneas. Cada tribunal novo na carteira é um conjunto de exceções que você passa a carregar de cabeça.

Se você ainda não chegou lá, guarde este texto. Trocar planilha por sistema cedo demais só adiciona uma ferramenta a manter.

1. Como o sistema descobre que algo aconteceu?

Um sistema pericial precisa varrer DJEN e Datajud sozinho. Se você ainda tem que consultar manualmente, ele é uma agenda, não um monitor.

Pergunte três coisas:

Com que frequência varre? Uma varredura por dia deixa uma janela de risco bem maior que varreduras ao longo do dia.

Busca por nome ou só por número cadastrado? Buscar só o que você já cadastrou nunca vai te avisar de uma nomeação nova. A busca pelo seu nome é o que descobre processo antes de alguém ligar.

Valida o número CNJ na entrada? Erro de digitação em número de 20 dígitos não dá erro visível: dá um processo que nunca atualiza e ninguém percebe.

2. Como exatamente a contagem de prazo é feita?

Esta é a pergunta que separa ferramenta pericial de ferramenta genérica adaptada, e quase ninguém faz.

Sistema genérico conta dias corridos ou, no melhor caso, exclui fim de semana. Sistema pericial aplica o art. 219 do CPC com os feriados forenses daquele tribunal específico. Não existe calendário nacional único, e a mesma data pode ser dia útil num processo e feriado no outro.

Peça uma demonstração concreta: cadastre um processo de um tribunal e outro de tribunal diferente, com a mesma data de intimação e o mesmo prazo, e veja se o sistema devolve datas de vencimento diferentes. Se devolver a mesma, ele não está usando calendário forense.

Pergunte também sobre alertas. Aviso único no dia do vencimento é quase inútil. Escalonamento em D-15, D-7, D-3 e D-1 dá margem para reagir, e sincronizar com a agenda que você já usa evita ter que abrir um sistema só para conferir prazo.

3. A IA mostra de onde tirou a informação?

Toda plataforma vende IA em 2026. A pergunta útil é uma só: dá para saber de qual trecho do documento cada dado foi extraído?

Se dá, a IA acelera a sua conferência. Se não dá, ela pede confiança cega — e quem assina o laudo é você, não o fornecedor.

Segunda pergunta: o que ela faz quando não encontra a informação? A resposta certa é sinalizar "não informado". A resposta errada é preencher com algo plausível, porque campo vazio você percebe e campo errado plausível você não percebe.

Terceira, específica de quem lida com autos: onde o PDF fica armazenado? Autos têm dado pessoal de terceiro. Vale saber se o arquivo sobe para servidor do fornecedor ou é processado localmente.

4. O cálculo financeiro diz qual índice está usando?

Não existe índice de correção universal. Ele muda conforme quem deve e qual tribunal processa o pagamento — causa contra a Fazenda Pública segue índice próprio, diferente de execução entre particulares.

Ferramenta que devolve um valor "já atualizado" sem dizer qual índice aplicou é pior que ferramenta nenhuma, porque passa a sensação de conta fechada. Exija memória de cálculo com o índice identificado, em formato que dê para juntar aos autos.

Confira também se o sistema separa as fases: valor proposto, valor arbitrado, levantamento parcial, saldo pendente. Guardar só o "valor atual" apaga o histórico de como se chegou nele, que é exatamente o que você precisa quando questiona uma correção.

5. Dá para trabalhar em equipe com permissões diferentes?

Se você tem assistente, estagiário ou secretária mexendo nos mesmos processos, o mínimo é permissão por papel — quem só visualiza, quem edita, quem administra — e trilha de auditoria com data, hora e usuário.

O titular responde perante o juízo pelo erro do colaborador. Sem log, descobrir a origem de um problema vira arqueologia.

6. Quanto trabalho dá migrar?

Pergunta prática que decide se você vai efetivamente usar o sistema ou abandonar na segunda semana.

Verifique se dá para importar a carteira inteira a partir de uma planilha com a coluna do número CNJ, deixando o sistema buscar o resto. Recadastrar sessenta processos à mão é o motivo mais comum de desistência.

Verifique se o sistema normaliza formatação de número CNJ na importação — planilha antiga sempre acumula inconsistência, e sem normalização você ganha processos duplicados.

E verifique se os prazos em andamento são recalculados a partir dos dados reais do processo, não a partir da data da importação.

7. Dá para testar com processo real antes de pagar?

Lista de recursos não diz nada. Teste gratuito sem cartão de crédito diz.

No período de teste, faça três coisas: cadastre processos de verdade da sua carteira, acompanhe um prazo até o vencimento para ver se o alerta chega, e jogue um PDF real na análise por IA. É aí que aparece se a ferramenta entende a sua rotina ou se ela foi desenhada para outra profissão.

Sinais de que é ferramenta genérica adaptada

Três coisas denunciam:

Vocabulário errado. "Clientes" e "projetos" em vez de "partes", "quesitos", "laudo", "honorários arbitrados". Quem escreveu o produto não conhece a rotina.

Prazo em dias corridos, ou dias úteis sem feriado forense.

Nenhuma menção a conferência humana nas funções de IA. Produto que promete automação total em cima de autos está vendendo confiança cega.

O que olhar além do Radar Perito

Vale conhecer as alternativas antes de decidir. No mercado brasileiro de gestão pericial, as que aparecem com mais frequência são o Sistema do Perito, o PeríciaIA, o Sistema Peritos, o Fluxo Pericial, o Peritus Control, o LabPeritus e a eXpert.

São produtos diferentes, com focos diferentes. Alguns vêm de fora da perícia digital, outros nasceram em escritórios de cálculo, outros são mais novos e apostam mais em IA. Rode as sete perguntas acima em cada um: elas foram escritas para funcionar como checklist de comparação, não como argumento de venda.

Sobre o Radar Perito, para você saber com o que está comparando: R$ 69,90 por mês ou R$ 699 por ano, teste de 7 dias sem cartão, sem fidelidade no mensal. O produto foi construído a partir da rotina de perícia, inclusive da perícia digital, que é a especialidade menos contemplada nesses sistemas.


Se quiser rodar as sete perguntas na prática: conheça o Radar Perito e teste 7 dias com a sua carteira real, sem cartão de crédito.

Escrito por quem vende um dos produtos citados. Os critérios valem para qualquer um deles; a decisão é sua.

Dados protegidos conforme a LGPD (Lei 13.709/2018). Saiba como →

Aviso de Escopo Informativo e Ferramenta de Apoio: O Radar Perito é uma plataforma de produtividade e apoio à organização da rotina pericial. O conteúdo disponibilizado não substitui a conferência direta dos atos processuais, intimações, publicações nos Diários de Justiça ou prazos no sistema do tribunal correspondente, sendo do perito nomeado a responsabilidade final pelo cumprimento de seus deveres técnicos e jurídicos.

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